Estórias de sonhos
Tinha mesmo de ser! Eu ia acabar por comprar o livro. Não é que tropecei no 'Viva o amor!', na feira da rua Anchieta (onde não ia há meses), este Sábado de manhã. Estava a adiar este encontro, inevitável. E depois querem que não acredite no destino. Veio ter comigo. Tinha que lê-lo. Soube-o na primeira vez que o encontrei, na Bertrand do CCB. Sou estava a protelar a decisão, talvez, para ganhar tempo e distanciamento.
E cá ando eu, a ler a história da minha estória, mergulhada nas palavras do Francisco Salgueiro. Não há coincidências. O meu filho vai -mesmo!- chamar-se Francisco Maria. O protagonista do livro, 'por acaso', até se chama Gonçalo. E ela, Marta, como a minha irmã. Vela Latina, mesmo ao lado do Piazza di Mare. Cabo da roca, a Fonte da Telha deles. A net, o msn. A Velha infância. Ela podia ser Inês, como eu. É Marta, tem o nome da actual namorada dele. O Gonçalo também não me beijou, no primeiro encontro. Mas, eu também não parei para pensar, nem no Piazza e muito menos na praia, que levaria para aqueles sítios todas as mulheres com quem saía. Se calhar até levou. Só que não fomos juntos para a Indonésia, de férias, um avião, uma ilha, um bangalow em cima da praia, acordar e ver o mar, um mês, eu e ele. Tem que parar por aqui. Pode ser que a palavra FIM, depois de duzentas e noventa e uma páginas, encerre e arquive este final tão necessário.
"Passei ao lado do mundo e tomei a história pela vida", Jules Michelet.A vida é feita de histórias. Escrever é tentar ordenar os capítulos. Desde pequena que teimo em misturar História e histórias, razão pela qual, conto estórias.É muito ténue a linha que separa a realidade da ficção. Por vezes, o que nos sucede em sonhos, transcende uma realidade pueril. As personagens são as mesmas. Há poucas coisas que não mudam nesta vida... as personagens padrão e a ideia de amor.Todos somos personagens tipo na vida de alguém... se calhar é por isso que este mundo é uma aldeia e as histórias se cruzam, paralelas e equidistantes. Para muitos serei lírica, ingénua, uma romântica incorrigível, sonhadora, uma menina que não quis crescer, infantil... Maria Lua... talvez seja, apenas, alguém que não tem medo do sonhar. Sonhar o sonho pela vida e a vida pelo sonho... porque ainda há sorrisos que merecem ser guardados.'Os sorrisos entram e são grandes'_ disse-me o menino. E percebeu que, afinal, podia voltar a sonhar. Contei-lhe uma história, daquelas que hei-de contar à Cuca, para que nunca tenha medo de crescer.As histórias fazem sentido, desde que sejam vividas, nem que seja em sonhos...
E cá ando eu, a ler a história da minha estória, mergulhada nas palavras do Francisco Salgueiro. Não há coincidências. O meu filho vai -mesmo!- chamar-se Francisco Maria. O protagonista do livro, 'por acaso', até se chama Gonçalo. E ela, Marta, como a minha irmã. Vela Latina, mesmo ao lado do Piazza di Mare. Cabo da roca, a Fonte da Telha deles. A net, o msn. A Velha infância. Ela podia ser Inês, como eu. É Marta, tem o nome da actual namorada dele. O Gonçalo também não me beijou, no primeiro encontro. Mas, eu também não parei para pensar, nem no Piazza e muito menos na praia, que levaria para aqueles sítios todas as mulheres com quem saía. Se calhar até levou. Só que não fomos juntos para a Indonésia, de férias, um avião, uma ilha, um bangalow em cima da praia, acordar e ver o mar, um mês, eu e ele. Tem que parar por aqui. Pode ser que a palavra FIM, depois de duzentas e noventa e uma páginas, encerre e arquive este final tão necessário.
"Passei ao lado do mundo e tomei a história pela vida", Jules Michelet.A vida é feita de histórias. Escrever é tentar ordenar os capítulos. Desde pequena que teimo em misturar História e histórias, razão pela qual, conto estórias.É muito ténue a linha que separa a realidade da ficção. Por vezes, o que nos sucede em sonhos, transcende uma realidade pueril. As personagens são as mesmas. Há poucas coisas que não mudam nesta vida... as personagens padrão e a ideia de amor.Todos somos personagens tipo na vida de alguém... se calhar é por isso que este mundo é uma aldeia e as histórias se cruzam, paralelas e equidistantes. Para muitos serei lírica, ingénua, uma romântica incorrigível, sonhadora, uma menina que não quis crescer, infantil... Maria Lua... talvez seja, apenas, alguém que não tem medo do sonhar. Sonhar o sonho pela vida e a vida pelo sonho... porque ainda há sorrisos que merecem ser guardados.'Os sorrisos entram e são grandes'_ disse-me o menino. E percebeu que, afinal, podia voltar a sonhar. Contei-lhe uma história, daquelas que hei-de contar à Cuca, para que nunca tenha medo de crescer.As histórias fazem sentido, desde que sejam vividas, nem que seja em sonhos...
Preciso de um novo Gonçalo. um que me saiba amar. Um que queira e saiba ficar, para receber o meu amor. Um para quem eu seja uma batalha diária e constante. Alguém que queira ser, estar, ficar, permanecer, sempre comigo. O verbo 'To Be' dos afectos. Alguém que não tenha histórias mal resolvidas. Alguém que saiba exactamente o que fazer comigo, ou seja, amar-me.
Nem sempre aquilo que queremos, é o melhor para nós. 'Aquilo quem tem que ser nosso, às nossas mãos vem parar'. O Gonçalo não foi, não é, não tinha que ser. Acabou. O livro deve acabar bem. E eu também. Talvez o meu happy end passe exactamente ao lado do Gonçalo que sonhei. Não fiquei com ele porque não tinha que ser, a vida trás sempre papoilas nos braços (Oscar Wilde). 'Viva o amor!'. Vamos ver como termina. A palavra FIM encerra o último capítulo, como sempre, nem sempre. Seja como for, VIVA O AMOR!!!"

1 Comments:
At August 17, 2004 at 12:35 PM,
Maria said…
VIVA O AMOR!!!
Nesta pequena expressão diz-se tudo... O tudo e o nada que nos enche a alma e faz sonhar com um final feliz...
Obrigada por, mais uma vez, partiçhares comigo este cantinho tão teu...
Post a Comment
<< Home